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RN perde US$ 37 milhões com tarifaço dos EUA e redireciona só 2% das vendas

Tarifa dos EUA derruba exportações do RN e o Estado consegue realocar apenas uma pequena parte do volume perdido.

30 de agosto de 2026 3 min de leitura
RN perde US$ 37 milhões com tarifaço dos EUA e redireciona só 2% das vendas

O Rio Grande do Norte deixou de exportar US$ 37,3 milhões para os Estados Unidos em produtos atingidos pelo tarifaço imposto por Washington. Desse total, apenas US$ 0,9 milhão foi redirecionado para outros mercados, ou cerca de 2% da perda. O dado mostra que o choque comercial ainda não foi absorvido pela pauta exportadora potiguar.

O que aconteceu

A perda foi registrada após o aumento de tarifas dos EUA sobre itens brasileiros. Segundo a matéria original, o RN ficou sem destino para a maior parte da carga que antes seguia para o mercado americano.

A resposta do setor foi limitada. Apenas uma fatia pequena das exportações migrou para outros compradores, o que indica dificuldade para reposicionar os produtos no curto prazo.

A exceção mais clara foi a castanha de caju, que conseguiu encontrar compradores em países como Peru, Chile, Equador, El Salvador e França. Ainda assim, esse movimento não compensou o volume perdido nos EUA.

Por que importa para o agro

O impacto atinge diretamente cadeias que dependem de mercado externo, como fruticultura, castanha, pescado e sal. Quando um destino grande reduz compras, o produtor sente a pressão na ponta, com risco de sobra de oferta e queda de preço interno.

Também aumenta a necessidade de diversificar mercados. Sem novos destinos, exportadores ficam mais expostos a decisões políticas e tarifárias de um único país, o que afeta planejamento, contrato e logística.

Dados e contexto

IndicadorDado
Perda nas exportações afetadas**US$ 37,3 milhões**
Volume redirecionado**US$ 0,9 milhão**
Parcela recuperada em outros mercados**cerca de 2%**
Principal item com redirecionamento parcial**castanha de caju**

A matéria atribui os números ao impacto do tarifaço dos EUA sobre a pauta exportadora do RN. A leitura é consistente com a dependência do estado do mercado americano, já apontada em outras análises recentes sobre comércio exterior potiguar.

O que observar daqui pra frente

O foco agora é saber se exportadores conseguem abrir mercados na Europa, Ásia e América Latina para absorver parte da perda. Se isso não avançar, a pressão tende a continuar sobre preços, receita e emprego nas cadeias mais expostas. O desempenho da castanha de caju pode servir como teste para entender quais produtos ainda conseguem reposicionamento rápido.

Fontes

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