RN perde US$ 37 milhões com tarifaço dos EUA e redireciona só 2% das vendas
Tarifa dos EUA derruba exportações do RN e o Estado consegue realocar apenas uma pequena parte do volume perdido.
O Rio Grande do Norte deixou de exportar US$ 37,3 milhões para os Estados Unidos em produtos atingidos pelo tarifaço imposto por Washington. Desse total, apenas US$ 0,9 milhão foi redirecionado para outros mercados, ou cerca de 2% da perda. O dado mostra que o choque comercial ainda não foi absorvido pela pauta exportadora potiguar.
O que aconteceu
A perda foi registrada após o aumento de tarifas dos EUA sobre itens brasileiros. Segundo a matéria original, o RN ficou sem destino para a maior parte da carga que antes seguia para o mercado americano.
A resposta do setor foi limitada. Apenas uma fatia pequena das exportações migrou para outros compradores, o que indica dificuldade para reposicionar os produtos no curto prazo.
A exceção mais clara foi a castanha de caju, que conseguiu encontrar compradores em países como Peru, Chile, Equador, El Salvador e França. Ainda assim, esse movimento não compensou o volume perdido nos EUA.
Por que importa para o agro
O impacto atinge diretamente cadeias que dependem de mercado externo, como fruticultura, castanha, pescado e sal. Quando um destino grande reduz compras, o produtor sente a pressão na ponta, com risco de sobra de oferta e queda de preço interno.
Também aumenta a necessidade de diversificar mercados. Sem novos destinos, exportadores ficam mais expostos a decisões políticas e tarifárias de um único país, o que afeta planejamento, contrato e logística.
Dados e contexto
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Perda nas exportações afetadas | **US$ 37,3 milhões** |
| Volume redirecionado | **US$ 0,9 milhão** |
| Parcela recuperada em outros mercados | **cerca de 2%** |
| Principal item com redirecionamento parcial | **castanha de caju** |
A matéria atribui os números ao impacto do tarifaço dos EUA sobre a pauta exportadora do RN. A leitura é consistente com a dependência do estado do mercado americano, já apontada em outras análises recentes sobre comércio exterior potiguar.
O que observar daqui pra frente
O foco agora é saber se exportadores conseguem abrir mercados na Europa, Ásia e América Latina para absorver parte da perda. Se isso não avançar, a pressão tende a continuar sobre preços, receita e emprego nas cadeias mais expostas. O desempenho da castanha de caju pode servir como teste para entender quais produtos ainda conseguem reposicionamento rápido.
Fontes
- Tribuna do Norte
- Comex Stat/MDIC
- CNI
- tribunadonorte.com.br
- agorarn.com.br
- tribunadonorte.com.br
- tribunadonorte.com.br
- tribunadonorte.com.br
- tribunadonorte.com.br
- bolindivulgacoes.com
- tribunadonorte.com.br
- agorarn.com.br
- bnewsrn.com.br
- jornalgrandebahia.com.br
- iedi.org.br
- agorarn.com.br
- tribunadonorte.com.br
- agorarn.com.br
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