Seara fatura US$ 500 milhões no Oriente Médio em 2025
Operação da Seara no Oriente Médio alcançou US$ 500 milhões em receita anual, com Arábia Saudita e Emirados Árabes entre os principais mercados.

A operação da Seara no Oriente Médio alcançou US$ 500 milhões em receita anual em 2025. O resultado consolida a região como um dos principais pilares da estratégia internacional da empresa, controlada pela JBS, e amplia a presença brasileira no mercado de proteínas.
O que aconteceu
A Seara construiu uma operação própria no Oriente Médio em menos de cinco anos. A expansão combina produção local, distribuição regional e um portfólio ajustado aos hábitos de consumo dos países da região.
Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos estão entre os mercados centrais da operação. A empresa também apresentou uma nova marca na Arábia Saudita, em movimento voltado ao reconhecimento da companhia junto aos consumidores locais.
A Seara informou que se tornou a terceira marca da categoria na região em menos de cinco anos. A estratégia não depende apenas do envio de produtos a partir do Brasil: inclui presença comercial, adaptação de produtos e construção de canais de distribuição.
Por que importa para o agro
O desempenho mostra como a agregação de valor pode ampliar o retorno das cadeias de aves e suínos. Em vez de atuar somente como fornecedora de proteína congelada, a empresa busca controlar etapas de marca, distribuição e relacionamento com o consumidor.
Para produtores integrados e fornecedores de grãos, a expansão sustenta a demanda por milho e farelo de soja usados na alimentação animal. O efeito sobre preços, porém, depende de escala, custos logísticos, câmbio e capacidade dos frigoríficos de manter mercados abertos.
A diversificação também reduz a dependência de poucos destinos. Dados do Ministério da Agricultura e Pecuária indicam que Arábia Saudita e Emirados Árabes Unidos estão entre os principais compradores da proteína animal brasileira. Em agosto de 2025, os dois países responderam juntos por mais de US$ 1,2 bilhão em compras de produtos do setor.
Dados e contexto
- US$ 500 milhões: receita anual da operação da Seara no Oriente Médio em 2025.
- Menos de cinco anos: período informado para a construção da operação regional.
- Terceira marca: posição atribuída à Seara no mercado do Oriente Médio.
- US$ 631,3 milhões: valor das compras de proteína animal brasileira pela Arábia Saudita entre janeiro e agosto de 2025.
- US$ 618,6 milhões: compras dos Emirados Árabes Unidos no mesmo período.
A expansão da Seara ocorre em um mercado com demanda relevante por frango, produtos processados e alimentos certificados segundo padrões halal. A capacidade de atender exigências sanitárias, religiosas e comerciais é decisiva para manter contratos e ampliar participação.
O que observar daqui pra frente
A evolução da operação dependerá do ritmo de consumo no Oriente Médio, da concorrência internacional e dos custos de frete e insumos. Também será necessário acompanhar mudanças regulatórias, exigências halal e eventuais restrições sanitárias. Para o agro brasileiro, novos investimentos podem abrir espaço para maior valor agregado, desde que a cadeia preserve competitividade e regularidade de oferta.
Fontes
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