Startup alemã lança chocolate sem cacau e chama atenção do setor
A Planet A Foods criou um chocolate sem cacau e já levou a fórmula para grandes indústrias, num movimento que pode afetar a cadeia global do ingrediente.

A startup alemã Planet A Foods desenvolveu uma alternativa ao chocolate tradicional que não usa cacau. A proposta ganhou espaço na indústria porque pode reduzir a dependência de uma commodity cara, volátil e pressionada por clima e oferta.
O que aconteceu
A empresa criou o ChoViva, produto que reproduz sabor e textura de chocolate sem usar fava de cacau. A formulação é feita com ingredientes vegetais, como sementes de girassol e aveia fermentada, processados para gerar aroma e perfil sensorial parecidos com o chocolate convencional.[1][4]
A tecnologia nasceu como resposta à pressão sobre a oferta global de cacau. A Planet A Foods afirma que quer construir um “segundo pilar” para a cadeia, com produção local e menor dependência de matérias-primas tropicais.[1]
O produto deixou de ser apenas uma experiência de laboratório. Segundo as fontes consultadas, a solução já atraiu interesse de grandes empresas do setor e avançou para uso comercial em mercados europeus.[2][9]
Por que importa para o agro
Para o agro, o caso mostra uma mudança relevante na lógica das cadeias de alimentos. Se alternativas como essa ganharem escala, parte da demanda industrial por cacau pode migrar para ingredientes agrícolas produzidos em outras regiões, como girassol, aveia e uva.[4][9]
Isso abre uma disputa entre cadeias produtivas. De um lado, o cacau continua essencial em chocolates premium e de maior valor agregado. De outro, a indústria de alimentos busca reduzir custo, risco logístico e pegada ambiental com fórmulas que dispensem a commodity tropical.[5][9]
Dados e contexto
| Indicador | Dado |
|---|---|
| Produto | **ChoViva** |
| Empresa | **Planet A Foods** |
| Base da fórmula | sementes de girassol, aveia fermentada e outros ingredientes vegetais |
| Rodada de captação | **US$ 14,5 milhões** em Série A |
| Benefício ambiental divulgado | **73,6% menor** pegada de carbono que o cacau, segundo a empresa |
A empresa também divulgou que, na versão ao leite, o produto teria 2,8 kg de CO2e por quilo, ante 10,6 kg de CO2e por quilo no chocolate tradicional.[5] Já a Barry Callebaut, uma das maiores fabricantes globais de chocolate, passou a integrar o ChoViva ao portfólio comercial, segundo reportagem citada nas buscas.[9]
O que observar daqui pra frente
O principal ponto é saber se a alternativa sem cacau vai se firmar em produtos de massa, como biscoitos, sorvetes e confeitaria industrial. Se isso ocorrer, o impacto pode ser relevante em volumes, mesmo que o cacau siga dominante em barras premium e chocolates finos.[9]
Também vale acompanhar a reação da cadeia do cacau. Com o avanço de soluções substitutas, produtores e exportadores podem enfrentar mais pressão sobre preços e diferenciação, enquanto indústrias podem buscar contratos híbridos, com uso combinado de cacau e ingredientes alternativos.
Fontes
- Planet A Food desenvolve chocolate sem cacau a partir de levedura oleaginosa e aveia fermentada
- Chocolate sem cacau: Planet A Foods capta US$14,5 M para impulsionar o mercado
- A ascensão do “falso chocolate”, uma ameaça para a fileira do cacau
- Planet A Foods aposta em chocolate sem cacau para enfrentar crise do setor
- agfeed.com.br
- pt.euronews.com
- qualfood.com
- veganbusiness.com.br
- es.euronews.com
- veganbusiness.com.br
- agenciaecofin.com
- clubsusazon.com
- foodentrepreneurs.com
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