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Trump e Xi negociam tarifas, agricultura e tecnologia em encontro nos EUA

Reunião entre Trump e Xi busca preservar a trégua comercial e pode afetar compras agrícolas, tarifas e o fluxo global de commodities.

24 de setembro de 2026 4 min de leitura
Trump e Xi negociam tarifas, agricultura e tecnologia em encontro nos EUA

Donald Trump e Xi Jinping se reúnem nesta quinta-feira, 24 de setembro, na Casa Branca, em Washington, para discutir o futuro da relação entre Estados Unidos e China. A pauta inclui tarifas, compras de produtos agrícolas, terras raras, chips, inteligência artificial, aviação e investimentos. O resultado pode influenciar o comércio global e os preços das commodities.

O que aconteceu

O encontro ocorre durante uma trégua comercial entre as duas maiores economias do mundo. O acordo, que reduziria o risco de uma nova escalada tarifária, tem validade prevista até 10 de janeiro de 2027. Antes, a pausa venceria em novembro.

Os negociadores também discutem a retirada mútua de tarifas sobre cerca de US$ 30 bilhões em produtos considerados não sensíveis. A medida incluiria bens de consumo, produtos agrícolas, energia e equipamentos médicos, segundo as informações divulgadas sobre as tratativas.

Washington busca reduzir o déficit comercial e ampliar o acesso de empresas americanas ao mercado chinês. Pequim, por sua vez, tenta preservar o fluxo de exportações e evitar novas restrições sobre tecnologia, semicondutores e minerais estratégicos.

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Por que importa para o agro

A China é o principal destino de diversas commodities brasileiras, especialmente a soja. Qualquer mudança nas compras chinesas de produtos agrícolas dos Estados Unidos pode alterar a disputa por demanda e influenciar prêmios, basis e preços internacionais.

Se a China ampliar as compras de soja, milho, carnes e outros produtos americanos para sustentar a trégua, parte da demanda pode ser redirecionada. Para o Brasil, isso representa risco comercial no curto prazo, mas também pode abrir espaço caso as negociações fracassem e Pequim volte a buscar fornecedores alternativos.

O impacto não depende apenas do volume comprado. Tarifas, barreiras sanitárias, logística e câmbio também determinam a competitividade de cada origem. Produtores e tradings devem acompanhar principalmente os sinais sobre agricultura e barreiras não tarifárias.

Dados e contexto

  • A reunião envolve as duas maiores economias do mundo e ocorre em meio a uma trégua tarifária.
  • O prazo da trégua foi estendido até 10 de janeiro de 2027.
  • Está em discussão uma possível retirada mútua de tarifas sobre aproximadamente US$ 30 bilhões em produtos não sensíveis.
  • A agenda inclui compras agrícolas, inteligência artificial, chips, terras raras, aviação e investimentos.
  • A China é o principal mercado da soja brasileira, segundo dados de comércio exterior acompanhados pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços.
A Conab e o USDA acompanham os efeitos das decisões comerciais sobre oferta, demanda, estoques e exportações de grãos. No Brasil, alterações na demanda chinesa podem afetar as cotações internas, sobretudo durante a comercialização da soja e a definição da segunda safra de milho.

O que observar daqui para frente

O mercado deve reagir a qualquer anúncio sobre a extensão da trégua, a redução de tarifas e o compromisso chinês de comprar produtos agrícolas americanos. Também será necessário acompanhar a execução dos acordos, porque declarações políticas não garantem embarques imediatos. Para o agro brasileiro, a diversificação de mercados e o monitoramento dos prêmios de exportação serão decisivos.

Fontes

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