Trump retira tarifas extras de café, mel e pescado brasileiros
EUA derrubam a sobretaxa de 40% sobre parte dos produtos agrícolas do Brasil, aliviando café, mel e pescado nas exportações.

Os Estados Unidos retiraram a sobretaxa de 40% sobre parte dos produtos agrícolas do Brasil, incluindo café, mel e pescado. A decisão reduz pressão sobre exportadores e pode melhorar a competitividade desses itens no mercado americano.
O que aconteceu
O governo de Donald Trump publicou uma mudança nas regras de importação e tirou a tarifa adicional de 40% de uma lista de produtos do agro brasileiro. A medida vale para mercadorias embarcadas a partir de 13 de novembro e abre espaço para reembolso de tributos em cargas já taxadas, segundo os documentos oficiais citados pela imprensa.[1][6]
A lista vai além de café, mel e pescado. Também foram beneficiados carne bovina, cacau, banana, açaí, castanhas, manga, mandioca, chás, especiarias e sucos de frutas, entre outros itens agrícolas.[1][6]
A decisão representa uma correção parcial do chamado tarifaço. A sobretaxa tinha sido aplicada em agosto e encarecia a entrada de produtos brasileiros nos EUA, um dos principais destinos de itens de maior valor agregado do agro nacional.[1][6]
Por que importa para o agro
Para o produtor e para a indústria exportadora, a retirada da tarifa melhora margem e pode destravar embarques que estavam menos competitivos. Em itens como café e mel, qualquer redução de custo muda o preço final e ajuda o Brasil a disputar espaço com outros fornecedores.[1][6]
No pescado, o efeito também é relevante porque o mercado americano absorve volumes importantes e é sensível a preço. Com a taxa menor, cooperativas, frigoríficos e tradings ganham fôlego para renegociar contratos e recuperar parte do fluxo comercial perdido com a sobretaxa.[1][6]
Dados e contexto
| Item | Situação após a decisão |
|---|---|
| **Tarifa adicional** | retirada de **40%** para parte da lista |
| **Data de vigência** | embarques a partir de **13 de novembro** |
| **Produtos citados** | café, mel, pescado, carne bovina, cacau, banana, açaí, castanhas, manga, mandioca e outros |
| **Efeito prático** | queda de custo e possibilidade de reembolso em cargas elegíveis |
Segundo a Casa Branca, a mudança alcança uma lista ampla de produtos agrícolas. A medida foi destacada por agências e veículos brasileiros como uma vitória parcial para o agronegócio, embora não elimine todos os entraves comerciais entre os dois países.[1][6]
O que observar daqui pra frente
O ponto central agora é saber quais exportadores terão direito ao reembolso e como os importadores americanos vão reagir na recomposição dos preços. Também será importante acompanhar se a isenção se mantém ou se novas disputas comerciais podem alterar novamente a regra.[1][6]
No campo, a recomendação é observar contratos, embarques e prazos logísticos. Se a demanda dos EUA reagir com força, café, mel e pescado podem ganhar espaço imediato; se a recuperação for lenta, o benefício tende a aparecer primeiro na formação de preço, e não no volume exportado.
Fontes
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