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Uruguai retoma importações de produtos avícolas do Brasil

Decisão encerra a última restrição nacional imposta ao Brasil após foco de doença de Newcastle em Santa Catarina.

07 de novembro de 2026 3 min de leitura
Uruguai retoma importações de produtos avícolas do Brasil

O Uruguai voltou a importar produtos avícolas brasileiros produzidos fora de Santa Catarina. A decisão encerra a última restrição comercial de abrangência nacional adotada após a confirmação de focos da doença de Newcastle no estado. Para o setor, a medida reduz o risco de perda de mercado e confirma o avanço do reconhecimento da regionalização sanitária brasileira.

O que aconteceu

A retomada foi anunciada em 6 de novembro, depois que as autoridades uruguaias reconheceram a divisão sanitária aplicada pelo Brasil ao caso de Newcastle. Com isso, aves e produtos avícolas das demais unidades da Federação podem voltar a ser enviados ao mercado uruguaio, desde que atendam às exigências de certificação.

A suspensão nacional durou 19 dias. As restrições internacionais agora ficam concentradas em Santa Catarina, onde foram identificados os focos. O Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) mantém a proibição de exportações originadas da área afetada, que inclui Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.

Por que importa para o agro

O Uruguai é um mercado regional relevante e a retomada evita que frigoríficos e empresas exportadoras de outros estados sejam penalizados por um problema sanitário localizado. A medida também preserva contratos, reduz incertezas logísticas e ajuda a manter o fluxo regular de embarques.

Para produtores e agroindústrias, o reconhecimento da regionalização é decisivo. Ele permite separar a área afetada do restante do país e reduz o risco de embargos amplos. A estratégia depende de vigilância permanente, rastreabilidade e resposta rápida a novos casos.

Dados e contexto

  • A restrição uruguaia foi revertida 19 dias após sua adoção.
  • O foco ocorreu em uma granja comercial de Santa Catarina, segundo as informações divulgadas pelo Mapa.
  • A área de restrição envolve quatro municípios catarinenses: Nova Itaberaba, Águas Frias, Coronel Freitas e Nova Erechim.
  • Com a decisão do Uruguai, nenhum parceiro comercial mantém embargo às importações de produtos avícolas de todo o território brasileiro, conforme o Canal Rural.
  • A doença de Newcastle é uma enfermidade viral que afeta aves e pode provocar perdas produtivas e comerciais, mesmo quando o foco é localizado.
A resposta brasileira foi articulada pelo Mapa em conjunto com o Ministério das Relações Exteriores. O objetivo foi apresentar informações técnicas aos parceiros e sustentar o reconhecimento da regionalização sanitária. Em casos de restrição, exportadores precisam verificar regras específicas sobre origem, data de produção, abate, matéria-prima e emissão dos certificados.

O que observar daqui pra frente

O principal ponto de atenção é a manutenção do controle sanitário em Santa Catarina e a comprovação de que não há circulação da doença fora da área delimitada. Exportadores devem acompanhar atualizações do Mapa e das autoridades uruguaias, enquanto produtores precisam reforçar biossegurança, comunicação de suspeitas e registros de movimentação. A retomada abre espaço para normalizar embarques, mas novos focos podem reativar barreiras.

Fontes

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