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Concurso volta a eleger o melhor tomate de mesa do Brasil em 2027

Após 12 anos, produtores terão novamente um concurso nacional para premiar o melhor tomate de mesa e gourmet do país, com foco em qualidade e diferenciação.

25 de junho de 2026 4 min de leitura
Concurso volta a eleger o melhor tomate de mesa do Brasil em 2027

Após 12 anos de pausa, o concurso que escolhe o melhor tomate de mesa do Brasil será retomado em 2027, abrindo inscrições a partir de 1º de janeiro para produtores de todas as regiões do país.[1][2] A iniciativa, liderada pelo Instituto Brasileiro de Horticultura (Ibrahort) em parceria com a Eacea, busca destacar qualidade, sabor e diferenciação, criando vitrine nacional para o tomate de mesa e para nichos gourmet.[1][5]

O que aconteceu

O Brasil voltará a realizar o Concurso do Melhor Tomate de Mesa do Brasil, que não ocorria desde a primeira edição, há 12 anos.[1][5] A nova edição está programada para 2027, com processo de avaliação que se estende por vários meses e premiação prevista para setembro, em evento nacional do setor hortícola.[1][5]

As inscrições serão abertas em 1º de janeiro de 2027 e poderão participar produtores de diferentes sistemas e regiões, dentro de categorias pré-definidas.[1][2] Segundo Ibrahort, o regulamento prevê premiação para os três primeiros colocados de cada categoria, incluindo dinheiro, troféus e reconhecimento técnico.[1]

Além do tomate de mesa tradicional, o concurso terá foco em tomates gourmets, com categorias específicas como “Revelação do Ano”, “O Mais Saboroso” e “O Mais Diferenciado”, valorizando diversidade de formatos, cores e perfis sensoriais.[1] A comissão avaliadora envolverá especialistas de institutos de pesquisa e entidades setoriais, com critérios que incluem aspectos externos e internos do fruto.[5][7]

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Por que importa para o agro

A retomada do concurso cria uma referência de qualidade para o tomate de mesa nacional, em um mercado pressionado por custo de produção, oscilações de oferta e disputa com outros hortifrutis.[1][5] Produtores que se destacarem podem ganhar acesso a novos canais, melhores contratos com redes varejistas e fortalecer marcas regionais.

Para o setor, o evento ajuda a puxar padrões de manejo e pós-colheita, estimulando investimento em tecnologia de sementes, nutrição, controle de doenças, colheita e classificação.[1][5] Em um cenário de consumidores mais atentos à aparência e ao sabor, concursos desse tipo reforçam diferenciação por qualidade, não apenas por preço, abrindo espaço para nichos premium.

Dados e contexto

O tomate é uma das hortaliças mais produzidas e consumidas no país, com participação relevante na renda de pequenos e médios produtores em polos como São Paulo, Goiás, Minas Gerais e Espírito Santo, segundo levantamentos de instituições estaduais e da Embrapa Hortaliças.[5]

Concursos anteriores envolveram dezenas de produtores e categorias, com avaliações detalhadas de peso, firmeza, defeitos de casca, coloração e características internas, como teor de sólidos solúveis e sabor.[7][9] Essas métricas são próximas às usadas por programas de qualidade do varejo e por indústrias de processamento.

No novo formato, o concurso envolve Ibrahort e Eacea, com apoio de entidades como ABCSEM e IFPA Brasil em iniciativas paralelas, reforçando integração entre produtores, viveiristas, casas de sementes, varejo e instituições de pesquisa.[1][3][4]

Exemplo de estrutura de categorias prevista:

Tipo de tomateFoco da premiação
Tomate de mesa tradicionalAparência, firmeza, padrão comercial

| Tomates gourmets | Sabor, diferenciação e inovação |

Essa organização ajuda a separar o tomate voltado ao grande varejo daquele orientado a nichos de alto valor, mantendo regras claras de comparação entre cultivares e sistemas de produção.[1][5]

O que observar daqui pra frente

Produtores de tomate devem acompanhar regulamento, prazos e critérios técnicos do concurso para planejar plantios, colheita e pós-colheita alinhados às datas de avaliação. Há espaço para quem investir em qualidade consistente, manejo cuidadoso e diferenciação gourmet, enquanto participantes que não controlarem bem sanidade, uniformidade e logística podem perder competitividade em um ambiente de exposição nacional.

Fontes

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