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El Niño pode favorecer safras de Brasil e Argentina, aponta relatório

Fenômeno El Niño pode melhorar chuvas para milho e soja em Brasil e Argentina, aliviar pressão sobre preços de alimentos e reposicionar a América do Sul no mapa do risco climático.

06 de julho de 2026 4 min de leitura
El Niño pode favorecer safras de Brasil e Argentina, aponta relatório

O fenômeno El Niño pode trazer um cenário mais positivo para as safras de milho e soja no Brasil e na Argentina e aliviar a pressão sobre os preços globais de alimentos, segundo relatório da Oxford Economics. A América do Sul aparece como a região emergente menos vulnerável aos choques climáticos provocados pelo evento, o que pode reforçar a competitividade do Cone Sul no agro mundial.[1][2]

O que aconteceu

A Oxford Economics analisou o impacto potencial do El Niño em 20 mercados emergentes e concluiu que a América do Sul, em especial Brasil e Argentina, tende a ser menos exposta a choques inflacionários de alimentos em comparação com outras regiões.[1][2] O estudo indica maior probabilidade de chuvas mais regulares em áreas agrícolas-chave, favorecendo a produtividade de grãos.

Enquanto partes da Ásia e da África podem sofrer com secas e quebras de safra, o relatório avalia que Brasil e Argentina podem estar entre os poucos países com ganho líquido de produção agrícola sob El Niño.[1][4] Isso criaria uma janela de oportunidade para aumentar exportações justamente quando outros grandes produtores enfrentam restrições de oferta.

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Por que importa para o agro

Para o produtor, um El Niño que traga chuvas bem distribuídas pode significar melhor formação de lavouras, redução de risco de replantio e maior chance de altos rendimentos médios em milho e soja.[1][2] Isso é especialmente relevante após ciclos marcados por La Niña, que afetaram a produtividade em diversas regiões do Sul do Brasil e na Argentina.

No mercado, uma safra mais cheia no Cone Sul tende a aliviar os preços internacionais de grãos e derivados, reduzindo pressões inflacionárias em alimentos.[1][2] Por outro lado, margens podem ficar mais apertadas para produtores em cenários de preços mais baixos, exigindo maior foco em custo de produção, eficiência logística e gestão de risco de preço.

Dados e contexto

  • A Oxford Economics mapeou o efeito do El Niño em 20 economias emergentes e classificou a América do Sul como a região menos vulnerável.[1][8]
  • Brasil e Argentina foram apontados como os países “menos expostos” à inflação de alimentos causada pelo fenômeno.[1][2]
  • O relatório destaca melhor perspectiva para milho e soja, culturas centrais na pauta exportadora do Brasil e da Argentina.[1][2]
  • Pesquisadores do INTA (Argentina) projetam que a presença de El Niño em 2026/27 pode trazer maior disponibilidade de água, recuperação de reservas hídricas e possibilidade de altos rendimentos.[6]
  • Eventos de El Niño costumam redistribuir chuvas: mais precipitação em parte da América do Sul e maior risco de seca em regiões produtoras da Ásia e Oceania, o que reforça a posição do Cone Sul como fornecedor global.
Ponto-chaveImpacto esperado
Brasil e ArgentinaMenor exposição à inflação de alimentos e chance de safra melhor em milho e soja[1][2]
Outros emergentesMaior risco de quebra de safra e alta de preços em alimentos[1][4]
Comércio globalPossível aumento de exportações do Cone Sul e alívio parcial em preços internacionais

O que observar daqui pra frente

Produtores devem acompanhar de perto os boletins climáticos oficiais e projeções de instituições como INMET e serviços meteorológicos regionais, além de análises de mercado sobre oferta e demanda de grãos. Se o padrão de chuvas se confirmar favorável, há oportunidade para travar preços em momentos de boa remuneração, ajustar janela de plantio e investir em manejo para maximizar produtividade, sem ignorar o risco de eventos extremos localizados, como enchentes em áreas mais suscetíveis.[1][2]

Fontes

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