Mercado

EUA ampliam cota de carne e lançam plano para pecuaristas

Estados Unidos abriram mais espaço para importação de carne bovina e anunciaram medidas para fortalecer pecuaristas, com foco em reduzir preços internos.

06 de setembro de 2026 3 min de leitura
EUA ampliam cota de carne e lançam plano para pecuaristas

Os Estados Unidos ampliaram temporariamente a cota de importação de carne bovina e, ao mesmo tempo, anunciaram um pacote de medidas voltado aos pecuaristas. A decisão mira a alta dos preços da carne no mercado americano e pode mexer com o fluxo global da proteína, incluindo o Brasil.

O que aconteceu

O governo Donald Trump abriu uma cota extra de importação por 90 dias, a partir de 1º de setembro, para carne bovina magra usada na produção de carne moída e hambúrgueres. A medida permite a entrada de até 300 mil toneladas sem a tarifa fora da cota, segundo informações divulgadas pela Casa Branca e repercutidas pelo G1.

No mesmo movimento, a Casa Branca disse que prepara um plano para apoiar pecuaristas norte-americanos. A prioridade é aumentar a oferta interna de carne e reduzir preços ao consumidor, num momento em que a proteína segue cara nos EUA.

A mudança não elimina as barreiras já existentes para os exportadores. O Brasil segue dentro da categoria de países que usam uma cota compartilhada e, quando esse limite é atingido, a carne passa a enfrentar tarifa extra.

Por que importa para o agro

Para o Brasil, a decisão abre uma janela curta de oportunidade, mas sem garantia de ganho amplo. O país já exporta forte para os EUA e costuma preencher a cota de carne bovina muito cedo no ano, o que limita o acesso com tarifa menor.

Se a indústria brasileira conseguir aproveitar o volume adicional, pode haver alívio pontual para frigoríficos exportadores. Mas a medida também reforça a dependência do mercado americano de importações baratas, o que aumenta a disputa entre fornecedores globais.

Dados e contexto

  • A nova cota americana vale por 90 dias.
  • O volume adicional anunciado foi de 300 mil toneladas de carne bovina magra.
  • A carne alvo da medida é usada principalmente em carne moída e hambúrgueres.
  • O Brasil integra uma cota compartilhada com outros países e, depois de esgotada, enfrenta tarifa extra de 26,4%, segundo a cobertura do G1.
  • Em julho, o G1 informou que os Estados Unidos eram o segundo maior comprador da carne bovina brasileira no semestre.
  • No primeiro semestre, as compras americanas de carne bovina brasileira cresceram 14,76%, para US$ 1,465 bilhão, de acordo com a mesma reportagem.

O que observar daqui pra frente

O mercado vai acompanhar se a cota extra será suficiente para conter os preços nos EUA e como os exportadores vão reagir. Para o Brasil, o ponto central é saber quanto desse novo espaço será realmente capturado antes do fim da janela de 90 dias. Também pesa a concorrência com outros fornecedores e o risco de novas mudanças na política comercial americana.

Fontes

Compartilhar:

Continue lendo