EUA ampliam cota de carne e lançam plano para pecuaristas
Estados Unidos abriram mais espaço para importação de carne bovina e anunciaram medidas para fortalecer pecuaristas, com foco em reduzir preços internos.

Os Estados Unidos ampliaram temporariamente a cota de importação de carne bovina e, ao mesmo tempo, anunciaram um pacote de medidas voltado aos pecuaristas. A decisão mira a alta dos preços da carne no mercado americano e pode mexer com o fluxo global da proteína, incluindo o Brasil.
O que aconteceu
O governo Donald Trump abriu uma cota extra de importação por 90 dias, a partir de 1º de setembro, para carne bovina magra usada na produção de carne moída e hambúrgueres. A medida permite a entrada de até 300 mil toneladas sem a tarifa fora da cota, segundo informações divulgadas pela Casa Branca e repercutidas pelo G1.
No mesmo movimento, a Casa Branca disse que prepara um plano para apoiar pecuaristas norte-americanos. A prioridade é aumentar a oferta interna de carne e reduzir preços ao consumidor, num momento em que a proteína segue cara nos EUA.
A mudança não elimina as barreiras já existentes para os exportadores. O Brasil segue dentro da categoria de países que usam uma cota compartilhada e, quando esse limite é atingido, a carne passa a enfrentar tarifa extra.
Por que importa para o agro
Para o Brasil, a decisão abre uma janela curta de oportunidade, mas sem garantia de ganho amplo. O país já exporta forte para os EUA e costuma preencher a cota de carne bovina muito cedo no ano, o que limita o acesso com tarifa menor.
Se a indústria brasileira conseguir aproveitar o volume adicional, pode haver alívio pontual para frigoríficos exportadores. Mas a medida também reforça a dependência do mercado americano de importações baratas, o que aumenta a disputa entre fornecedores globais.
Dados e contexto
- A nova cota americana vale por 90 dias.
- O volume adicional anunciado foi de 300 mil toneladas de carne bovina magra.
- A carne alvo da medida é usada principalmente em carne moída e hambúrgueres.
- O Brasil integra uma cota compartilhada com outros países e, depois de esgotada, enfrenta tarifa extra de 26,4%, segundo a cobertura do G1.
- Em julho, o G1 informou que os Estados Unidos eram o segundo maior comprador da carne bovina brasileira no semestre.
- No primeiro semestre, as compras americanas de carne bovina brasileira cresceram 14,76%, para US$ 1,465 bilhão, de acordo com a mesma reportagem.
O que observar daqui pra frente
O mercado vai acompanhar se a cota extra será suficiente para conter os preços nos EUA e como os exportadores vão reagir. Para o Brasil, o ponto central é saber quanto desse novo espaço será realmente capturado antes do fim da janela de 90 dias. Também pesa a concorrência com outros fornecedores e o risco de novas mudanças na política comercial americana.
Fontes
- G1: Após ampliar cota para importação, EUA anunciam plano para pecuaristas com prioridade à carne americana
- G1: Trump oficializa cota extra de importação de carne para baixar preços nos EUA
- G1: Exportações de carne bovina batem recorde no 1º semestre
- g1.globo.com
- g1.globo.com
- g1.globo.com
- noticiasagricolas.com.br
- reuters.com
- g1.globo.com
- oglobo.globo.com
- noticiasagricolas.com.br
- dailyjournal.news
- feedfood.com.br
- cnnbrasil.com.br
- comprerural.com
Continue lendo
Cacau brasileiro amplia presença internacional após evento em Paris
Participação brasileira no Salão do Chocolate de Paris abriu novos negócios e reforçou a qualidade do cacau produzido na Bahia, no Pará e no Espírito Santo.
Artesã paulista amplia produção e conquista clientes no exterior após presente a Ana Hickmann
Bolsa entregue a Ana Hickmann fez artesã de Sales Oliveira ganhar 50 mil seguidores, triplicar a produção e receber pedidos internacionais.
China desacelera compras agrícolas dos EUA e testa acordo de US$ 17 bilhões
Compras chinesas de produtos agrícolas dos EUA, fora a soja, podem atingir o menor nível em sete anos, ampliando a incerteza no comércio global.