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Exportações do agro brasileiro aos EUA recuam 17,8% até setembro

Vendas do agronegócio brasileiro aos Estados Unidos caíram 17,8% de janeiro a setembro, apesar da alta nas exportações totais em setembro.

10 de outubro de 2026 3 min de leitura
Exportações do agro brasileiro aos EUA recuam 17,8% até setembro

As exportações do agronegócio brasileiro para os Estados Unidos caíram 17,8% entre janeiro e setembro de 2026, na comparação com o mesmo período de 2025. O resultado reduz a participação do mercado americano nas vendas externas do setor e aumenta a pressão por diversificação de destinos.

O que aconteceu

A queda ocorreu mesmo com a recuperação das exportações brasileiras totais aos Estados Unidos em setembro. No mês, as vendas de todos os setores somaram US$ 3,52 bilhões, alta de 31,9% sobre setembro de 2025.

No acumulado do ano, porém, as exportações brasileiras totais ao mercado americano recuaram 6,5%, para US$ 27,46 bilhões. O desempenho negativo do agronegócio foi mais intenso que o registrado pela indústria de transformação, enquanto a indústria extrativa também apresentou retração.

Os dados mostram uma recuperação pontual em setembro, mas ainda não suficiente para compensar as perdas acumuladas nos meses anteriores. A concentração em alguns produtos e a redução das compras de itens importantes explicam parte do resultado.

Por que importa para o agro

Os Estados Unidos são um dos principais destinos dos produtos brasileiros e ocupam a terceira posição entre os mercados compradores do agronegócio. A perda de espaço afeta diretamente cadeias com forte exposição ao comércio exterior, como café, suco de laranja, celulose e sebo bovino.

Para produtores e empresas exportadoras, a retração pode aumentar a necessidade de redirecionar volumes para a Ásia, a União Europeia, o Oriente Médio e outros mercados. Essa mudança exige atenção a preços, custos logísticos, exigências sanitárias e contratos de fornecimento.

Dados e contexto

  • 17,8%: queda das exportações do agronegócio brasileiro aos EUA entre janeiro e setembro de 2026.
  • US$ 27,46 bilhões: exportações brasileiras totais aos Estados Unidos no acumulado do ano.
  • 6,5%: recuo das vendas totais brasileiras ao mercado americano no período.
  • 31,9%: crescimento das exportações totais em setembro, para US$ 3,52 bilhões.
  • US$ 6,9 bilhões: vendas do agronegócio brasileiro aos EUA no acumulado até agosto, segundo o Ministério da Agricultura e Pecuária.
  • 5,8%: participação dos Estados Unidos nas exportações totais do agronegócio brasileiro no acumulado até agosto.
O Ministério da Agricultura informou que a redução acumulada até agosto refletiu a queda nas vendas de diversos produtos. Café verde, suco de laranja e sebo bovino estiveram entre os itens com maior impacto negativo. No caso do café, a variação combinou menor valor comercializado e queda de preços.

O desempenho geral do agro brasileiro segue sustentado por outros mercados. Ainda assim, o recuo nos Estados Unidos reforça a importância de ampliar destinos e reduzir a dependência de poucos compradores para produtos específicos.

O que observar daqui pra frente

O mercado deve acompanhar se a alta de setembro continuará nos últimos meses de 2026 e se será suficiente para reduzir a queda anual. Também será necessário monitorar tarifas, demanda americana, preços internacionais e a capacidade brasileira de redirecionar cargas. Para o produtor, contratos diversificados e acompanhamento dos prêmios de exportação podem reduzir a exposição à volatilidade.

Fontes

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