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Governo atua para reverter veto da União Europeia à carne brasileira

Geraldo Alckmin afirmou que Lula atua para reverter o veto da União Europeia à carne brasileira, com foco em frango, suínos e bovinos, tema crucial para o agro exportador.

14 de junho de 2026 4 min de leitura
Governo atua para reverter veto da União Europeia à carne brasileira

O vice-presidente Geraldo Alckmin afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva está atuando politicamente para reverter o veto da União Europeia à carne brasileira, que atinge frango, suínos e bovinos.[1] A declaração foi dada na Bahia Farm Show, uma das maiores feiras de agronegócio do país, e sinaliza que o tema entrou na lista de prioridades do governo por impacto direto nas exportações do agro.[1]

O que aconteceu

Durante visita à Bahia Farm Show, em Luís Eduardo Magalhães (BA), Alckmin confirmou que o governo trabalha para retirar o embargo europeu sobre diferentes tipos de carne brasileira.[1] Ele destacou que o esforço envolve articulação diplomática e técnica para responder às exigências do bloco.

O vice-presidente não detalhou prazos nem medidas específicas, mas reforçou que o objetivo é destravar o acesso ao mercado europeu, um dos mais exigentes do mundo em sanidade e sustentabilidade.[1] A fala ocorre em meio às discussões sobre regras ambientais, rastreabilidade e desmatamento associadas à produção agropecuária.

A presença de Alckmin na Bahia Farm Show também teve tom político, com aceno direto ao setor produtivo do Oeste baiano, importante polo de grãos e de integração lavoura-pecuária. O recado foi claro: o governo quer preservar e ampliar o espaço da carne brasileira nos principais mercados internacionais.

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Por que importa para o agro

A União Europeia é um mercado de alto valor agregado para a carne do Brasil, especialmente bovina e de frango. Qualquer veto ou restrição aumenta a dependência de outros destinos, como China e países do Oriente Médio, e pressiona margens de frigoríficos e produtores.

Para o pecuarista e integrados de aves e suínos, o embargo pode significar queda de demanda, ajustes de abate e impacto nos preços pagos ao produtor. O movimento do governo para reverter a medida é relevante para dar previsibilidade de médio prazo aos investimentos em confinamento, genética, nutrição e bem-estar animal.

Dados e contexto

A União Europeia figura entre os maiores importadores de carne bovina e de frango brasileiras, ao lado de China, Hong Kong e países do Oriente Médio, segundo dados de exportação setorial.[1] O bloco costuma pagar preços mais altos por produto com maior valor agregado e padrão sanitário rígido.

Nos últimos anos, o agro brasileiro tem enfrentado maior escrutínio externo sobre desmatamento, rastreabilidade de rebanhos e cumprimento de normas ambientais e trabalhistas em toda a cadeia. Regulamentos europeus recentes ligam acesso ao mercado a provas de não associação do produto a áreas desmatadas.

Para o Brasil, a carne é um dos pilares da pauta agroexportadora, ao lado da soja, milho, açúcar e café. A combinação de embargo com regras mais duras eleva o risco comercial e força o setor a acelerar adequações em sanidade, controle de origem e transparência de dados.

Embora a fala de Alckmin foque na ação política, a reversão efetiva do veto tende a depender de avanços técnicos, negociações sanitárias e demonstração de cumprimento de requisitos ambientais, em linha com demandas da União Europeia.

O que observar daqui pra frente

O produtor e a indústria devem acompanhar de perto três pontos: o andamento das negociações diplomáticas com a União Europeia, possíveis novas exigências de rastreabilidade e comprovação ambiental, e eventuais mudanças no mix de destinos da carne brasileira. Quem se adiantar em compliance, certificações e transparência tende a aproveitar melhor uma eventual reabertura plena do mercado europeu.

Fontes

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