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Juros futuros recuam com dólar mais fraco e inflação aliviada

A queda do dólar e a melhora nas projeções de inflação derrubaram os juros futuros na B3, com efeito direto sobre crédito e custos no agro.

07 de julho de 2026 2 min de leitura
Juros futuros recuam com dólar mais fraco e inflação aliviada

Os juros futuros caíram na B3 nesta segunda-feira (6), puxados pela queda de 0,71% do dólar e por um pequeno alívio nas expectativas de inflação. Para o agro, isso importa porque mexe com o custo de financiamento, o apetite do mercado e a leitura sobre os próximos passos da Selic.

O que aconteceu

Os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) de prazos médios e longos fecharam em baixa. A ponta curta ficou perto da estabilidade, mas com viés de queda, indicando um mercado menos pressionado no curto prazo.

No fechamento, o DI para janeiro de 2027 passou de 13,998% para 13,985%. O contrato para janeiro de 2029 caiu de 14,26% para 14,03% na mínima intradia, e o DI para janeiro de 2031 recuou de 14,406% para 14,29%.

A melhora veio também das projeções do mercado para inflação. No boletim Focus, a estimativa para 2027 subiu levemente de 4,17% para 4,18%, enquanto a projeção para 2028 ficou em 3,70%.

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Por que importa para o agro

Juros futuros menores tendem a aliviar o custo de capital de produtores, cooperativas, tradings e agroindústrias. Isso influencia linhas de custeio, compra de máquinas, alongamento de dívida e decisões de investimento em armazenagem e infraestrutura.

Quando a curva de juros melhora, o mercado também reduz parte da pressão sobre preços de ativos e sobre o financiamento da safra. Para quem depende de crédito rural, qualquer sinal de arrefecimento nas taxas ajuda a organizar o caixa e a renegociar passivos com menos aperto.

Dados e contexto

IndicadorVariação/nível
Dólarqueda de **0,71%**
DI jan/2027**13,985%**
DI jan/2029**14,03%** na mínima intradia
DI jan/2031**14,29%**
Focus 2027de **4,17%** para **4,18%**
Focus 2028**3,70%**

A leitura do mercado também foi influenciada pelos Treasuries nos EUA, que recuaram após mudança nas apostas para a política monetária americana. No Brasil, a curva de juros reage não só ao câmbio e à inflação, mas também ao cenário externo e à expectativa sobre a Selic.

O que observar daqui pra frente

O ponto principal é saber se a queda do dólar e o alívio no Focus vão durar. Se a inflação voltar a piorar ou se o ambiente externo apertar, os juros futuros podem devolver parte da baixa rapidamente. Para o agro, isso afeta o momento de travar crédito, alongar dívidas e decidir novos investimentos.

Fontes

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