Preço do milho cai 5,56% em outubro e saca chega a R$ 64,85
Indicador do Cepea recua com oferta elevada, demanda cautelosa e expectativa de maior produção brasileira na safra 2026/27.
O preço do milho acumulou queda de 5,56% em outubro até sexta-feira (16), segundo o Indicador Cepea/Esalq para a região de Campinas (SP). A saca de 60 quilos encerrou o período cotada a R$ 64,85. O recuo reduz a receita do produtor e mantém compradores cautelosos nas principais regiões de negociação.
O que aconteceu
O indicador avançou 0,06% no fechamento do dia 16, mas não recuperou as perdas acumuladas ao longo do mês. Na sessão anterior, a cotação havia ficado em R$ 64,81, após baixa de 0,95%. Em 14 de outubro, o preço estava em R$ 65,43.
A pressão aumentou com a combinação de oferta elevada e demanda mais fraca. Produtores seguem disponibilizando lotes, enquanto compradores adotam uma postura defensiva e reduzem o ritmo de reposição dos estoques.
Entre 9 e 16 de outubro, o indicador caiu de R$ 67,35 para R$ 64,85 por saca. A diferença foi de R$ 2,50, equivalente a uma baixa de 3,71% em apenas uma semana.
Por que importa para o agro
Para o produtor, a queda diminui a margem de comercialização, principalmente em regiões com custo elevado de armazenagem, transporte e financiamento. A decisão entre vender agora ou aguardar uma reação dos preços passa a depender do fluxo de caixa, da capacidade de estocar e das condições locais de mercado.
Para as cadeias de aves, suínos e bovinos, o milho mais barato reduz o custo potencial da alimentação. O efeito, porém, depende da continuidade do recuo e da formação dos preços regionais. Fretes, câmbio e disponibilidade física podem criar diferenças relevantes entre as praças.
Dados e contexto
| Indicador | Resultado |
|---|---|
| Preço em 16 de outubro | R$ 64,85 por saca de 60 kg |
| Variação no mês | -5,56% |
| Preço em 9 de outubro | R$ 67,35 por saca |
| Queda entre 9 e 16 de outubro | R$ 2,50 por saca |
| Região de referência | Campinas (SP) |
O Cepea informa que o indicador é calculado com base em negócios realizados na região de Campinas e considera valores à vista, descontado o prazo de pagamento pela taxa CDI/Cetip. O levantamento serve como referência para o mercado físico, mas não substitui a análise de preços praticados em cada região.
As estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) para a safra 2026/27, com expectativa de aumento da produção brasileira, reforçam a perspectiva de maior disponibilidade do cereal. Na B3, os contratos futuros indicam valores superiores ao mercado físico, sinalizando expectativa de recuperação parcial, embora ainda dependente da demanda e do cenário internacional.
O que observar daqui pra frente
O produtor deve acompanhar o avanço da colheita, os estoques disponíveis, o ritmo das exportações e o comportamento do dólar. Uma redução da oferta comercializada pode limitar novas quedas, enquanto produção elevada e compradores retraídos tendem a manter a pressão. A comercialização escalonada e o cálculo do custo de armazenagem ajudam a reduzir o risco de decisões concentradas em um único preço.
Fontes
- Canal Rural – Preço do milho cai 5,56% em um mês e saca chega a R$ 64,85, aponta Cepea
- Cepea – Indicador do Milho Esalq/BM&FBovespa
- Conab – Companhia Nacional de Abastecimento
- globorural.globo.com
- globorural.globo.com
- opresenterural.com.br
- opresenterural.com.br
- agrimidia.com.br
- agrimidia.com.br
- agrofertrader.github.io
- brasil61.com
- agrimidia.com.br
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