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Restrição de diesel preocupa produtores do Rio Grande do Sul antes do plantio

Agricultores gaúchos relatam limites e atrasos na entrega de diesel, enquanto a ANP afirma que não há risco de desabastecimento no país.

15 de outubro de 2026 3 min de leitura
Restrição de diesel preocupa produtores do Rio Grande do Sul antes do plantio

Agricultores do Rio Grande do Sul relatam dificuldades para comprar diesel às vésperas do plantio da safra de verão. A redução dos estoques e os atrasos nas entregas aumentam o risco de paradas nas operações de campo. A ANP afirma que não há risco de desabastecimento no estado nem no restante do país.

O que aconteceu

Produtores gaúchos informaram que passaram a enfrentar limites de volume e demora na entrega do combustível. Em Santa Cruz do Sul, o agricultor Arcênio Dupont afirmou que ficou três semanas com dificuldade para abastecer as máquinas e conseguiu comprar apenas mil litros.

A Sulpetro, entidade que representa os postos de combustíveis no estado, relaciona a redução dos estoques à pressão provocada pelos conflitos no Oriente Médio sobre o mercado internacional. O aumento dos preços e a necessidade de reorganizar compras e entregas afetaram a disponibilidade regional.

A situação também foi registrada em municípios como Arroio do Tigre, Cruz Alta, Getúlio Vargas, Manoel Viana, Palmares do Sul, Capivari do Sul, Pedras Altas, Ronda Alta, Santa Bárbara do Sul e Uruguaiana. Há relatos de entregas que chegam a levar 15 dias.

Por que importa para o agro

O diesel é essencial para tratores, colheitadeiras, caminhões e geradores. Qualquer interrupção durante o preparo do solo ou a semeadura pode atrasar o calendário agrícola, elevar o custo operacional e concentrar a demanda por máquinas e serviços terceirizados.

O Rio Grande do Sul produz arroz, soja, milho e outros grãos em uma janela de plantio pressionada pelo clima. Se as restrições persistirem, o produtor pode precisar reduzir o ritmo das operações, alterar a programação de áreas ou pagar mais pelo combustível e pelo transporte.

Dados e contexto

  • Um produtor de Santa Cruz do Sul relatou ter conseguido apenas 1.000 litros de diesel após três semanas de dificuldade.
  • Segundo relatos do setor, o preço do combustível em algumas regiões subiu cerca de 40% desde o início do conflito citado na reportagem.
  • A Farsul alertou que o problema pode afetar a área cultivada e a produtividade caso avance sobre a fase mais intensa do plantio.
  • A ANP reforçou o monitoramento dos estoques e da distribuição e declarou que o cenário não caracteriza desabastecimento.
  • A Petrobras informou, em manifestação anterior sobre o estado, que as entregas de diesel ocorriam dentro do volume programado.
A diferença entre falta localizada e desabastecimento nacional é central para o mercado. Mesmo com oferta disponível, atrasos e limites de entrega podem prejudicar propriedades que dependem de compras programadas para iniciar o plantio.

O que observar daqui para frente

Produtores devem acompanhar prazos de entrega, confirmar volumes com antecedência e registrar eventuais restrições junto às entidades do setor e à ANP. O mercado precisa observar estoques regionais, preços, fluxo de importações e a capacidade de reposição dos distribuidores. A normalização do abastecimento será decisiva para evitar atrasos no plantio da safra de verão.

Fontes

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