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Santa Catarina bate recorde nas exportações de carnes

Santa Catarina exportou 1,24 milhão de toneladas de carnes entre janeiro e julho de 2026, com receita de US$ 2,84 bilhões.

22 de setembro de 2026 3 min de leitura
Santa Catarina bate recorde nas exportações de carnes

Santa Catarina registrou o melhor desempenho da série histórica nas exportações de carnes nos primeiros sete meses de 2026. O estado embarcou 1,24 milhão de toneladas e movimentou US$ 2,84 bilhões. O resultado reforça a posição catarinense entre os principais polos brasileiros de produção e comércio internacional de proteína animal.

O que aconteceu

Os dados da Epagri/Cepa, divulgados pelo Observatório Agro Catarinense, consideram as exportações de carne de frango, suína, bovina, peru, pato, marreco e outras espécies. Na comparação com o mesmo período de 2025, o volume cresceu 9% e a receita avançou 12,6%.

O aumento do faturamento acima do crescimento dos embarques indica melhora no valor médio das vendas externas. A combinação de maior demanda, mix de produtos e preços internacionais mais firmes favoreceu o resultado do estado.

O desempenho ocorre após uma sequência de recordes no setor. Em 2025, Santa Catarina já havia registrado resultados históricos em diferentes períodos, especialmente nas exportações de carne suína e de frango.

Por que importa para o agro

O avanço amplia a entrada de dólares na economia catarinense e sustenta a atividade de produtores, agroindústrias, transportadoras, armazenadores, portos e fornecedores de insumos. A cadeia de carnes tem forte efeito sobre o emprego e a renda em várias regiões do estado.

Para os produtores integrados, um mercado externo aquecido pode melhorar a utilização das plantas industriais e dar mais previsibilidade à demanda por animais. O efeito, porém, depende da manutenção dos preços, dos custos de produção e das condições sanitárias exigidas pelos compradores.

Dados e contexto

IndicadorJaneiro a julho de 2026
Volume exportado1,24 milhão de toneladas
ReceitaUS$ 2,84 bilhões
Crescimento do volume9% sobre 2025
Crescimento da receita12,6% sobre 2025
Base dos dadosEpagri/Cepa e Observatório Agro Catarinense

A série histórica acompanhada pelos órgãos estaduais reúne diferentes tipos de proteína animal. Frango e suínos têm papel central na pauta, apoiados por uma estrutura industrial integrada e por controles sanitários reconhecidos nos mercados compradores.

O resultado catarinense também se relaciona ao cenário global de proteínas. Países importadores ajustam estoques, consumo e fornecedores conforme preços, câmbio, custos logísticos e exigências sanitárias. A competitividade brasileira favorece os embarques, mas não elimina a exposição a mudanças regulatórias e comerciais.

O que observar daqui para frente

A continuidade do recorde dependerá do ritmo das compras internacionais, da manutenção do status sanitário e dos custos de milho, farelo de soja, energia e transporte. Produtores e empresas também devem acompanhar a concentração de destinos, possíveis barreiras comerciais e a valorização do real, que pode reduzir a receita convertida em moeda brasileira.

Fontes

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