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Soja tem dia de ajustes no físico e em Chicago; veja as referências

Cotações da soja oscilaram no mercado físico brasileiro e na Bolsa de Chicago, refletindo câmbio, prêmios e expectativa com dados do USDA.

25 de junho de 2026 4 min de leitura
Soja tem dia de ajustes no físico e em Chicago; veja as referências

As cotações da soja registraram movimentação moderada nesta quinta-feira, com leves oscilações no mercado físico brasileiro e avanços contidos dos contratos futuros na Bolsa de Chicago. O movimento reflete o câmbio mais firme, ajustes nos prêmios de exportação e a expectativa de traders pelos próximos relatórios de oferta e demanda do USDA, que podem redesenhar o quadro global de oferta.

O que aconteceu

No mercado interno, os preços da soja em grão variaram conforme a região, com praças pressionadas pela oferta e outras amparadas pela demanda de exportação e pela indústria de farelo e óleo. Em Estados como Mato Grosso do Sul e Paraná, houve registros de altas pontuais, enquanto algumas áreas de Mato Grosso trabalharam com pequenos recuos ou estabilidade.[3]

Em praças de referência, como Paranaguá (PR), as cotações giraram na casa de R$ 130–135/sc, com ganhos diários próximos a 0,5% a 1%, acompanhando a firmeza do dólar e dos prêmios nos portos.[3][5] Em regiões do interior de Mato Grosso, negócios foram relatados entre R$ 107 e R$ 116/sc, com variações diárias em torno de –0,5% a +0,5%, refletindo logística, demanda local e diferenciais de frete.[3][5]

Em Chicago, os futuros da soja operaram em leve alta, com contratos próximos de US$ 11,10–11,50/bushel, numa sessão marcada por realização de lucros recente, monitoramento do clima nos EUA e posicionamento antes de novos números de intenção de plantio e estoques do USDA.[1][4]

Por que importa para o agro

Para o produtor, o cenário de oscilações curtas indica um mercado ainda sem tendência clara, em que decisões de venda precisam levar em conta não só o preço da saca, mas também câmbio, base local e custo de frete. Em muitas regiões, o patamar atual ainda é considerado apertado frente ao aumento de custos de produção na última safra.

Na cadeia de comercialização, a combinação de dólar mais firme e Chicago em recuperação parcial tende a sustentar os preços nos portos, o que pode abrir janelas de fixação para exportação. Ao mesmo tempo, a indústria de processamento avalia margens com farelo e óleo, especialmente diante da demanda internacional por proteína animal e biodiesel, o que influencia o ritmo de compras no físico.

Dados e contexto

Pelos dados de mercado mais recentes:

  • Indicador Cepea/Esalq para soja em Paranaguá trabalha em torno de R$ 130/sc, com variação diária inferior a 1%.[6]
  • Cotações em praças de Mato Grosso, Mato Grosso do Sul e Goiás variam, em geral, entre R$ 107 e R$ 120/sc, dependendo da localidade e da demanda regional.[3][5]
  • Preço médio de referência nacional em algumas plataformas comerciais gira próximo de R$ 125–131/sc, com forte diferença entre regiões produtoras e áreas de porto.[1][2]
  • Em Chicago, o preço de soja em grão está na faixa de US$ 11,3/bushel, após recuperar parte das perdas recentes.[1][4]
Uma comparação simples mostra a diferença entre algumas praças brasileiras:
Praça/ReferênciaPreço aproximado (R$/sc 60 kg)

| Paranaguá (PR) | 130–135 | | Interior do PR | 123–128 | | Mato Grosso (interior)| 107–116 | | Mato Grosso do Sul | 112–119 |

Essas disparidades refletem logística, custo de transporte até o porto, prêmios de exportação e a própria competitividade da soja brasileira frente a outros exportadores, como Estados Unidos e Argentina. Dados de Conab e USDA seguem apontando oferta global confortável, o que limita movimentos de alta mais agressivos.

O que observar daqui pra frente

Nos próximos dias, o mercado deve seguir sensível ao clima nas lavouras dos EUA, ao câmbio no Brasil e aos próximos relatórios de oferta e demanda do USDA, que podem mexer nas projeções de estoques mundiais. Para o produtor, a atenção recai sobre eventuais repiques de preço que permitam travar margens, seja com vendas físicas, seja com uso de ferramentas de proteção em bolsa, enquanto a cadeia permanece monitorando custo logístico e demanda externa para ajustar o ritmo de comercialização.

Fontes

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