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Juros futuros recuam com alívio externo e expectativa eleitoral

Taxas futuras de juros caem com melhora no exterior e ajustes antes do segundo turno, mas cenário político mantém a volatilidade elevada.

20 de outubro de 2026 3 min de leitura
Juros futuros recuam com alívio externo e expectativa eleitoral

Os juros futuros recuaram com a melhora do ambiente internacional e o aumento do otimismo de parte dos investidores sobre o cenário eleitoral. O movimento reduziu a pressão sobre a curva de juros, que vinha acumulando alta antes do segundo turno. A indefinição política, porém, mantém os negócios sensíveis a pesquisas, debates e notícias fiscais.

O que aconteceu

As taxas dos contratos futuros de juros perderam força depois de uma semana marcada por forte estresse na renda fixa. O alívio veio com a desaceleração das pressões externas e com ajustes de posição dos investidores antes da votação presidencial.

O mercado também reagiu a relatos de melhora nas perspectivas eleitorais para a oposição. Como a disputa continuava apertada, os agentes evitaram assumir posições muito direcionais. A curva permaneceu volátil, principalmente nos vencimentos longos.

O ambiente internacional continuou relevante. A alta dos Treasuries e as oscilações dos títulos soberanos europeus limitaram a queda dos juros domésticos. O petróleo, que chegou a se aproximar de US$ 110 por barril no caso do Brent, também influenciou as expectativas para a inflação global.

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Por que importa para o agro

Juros futuros mais baixos podem reduzir o custo de financiamento para produtores, cooperativas, tradings e agroindústrias. O efeito, contudo, não é imediato: bancos incorporam risco de crédito, prazo, garantias e expectativas para a Selic nas operações de custeio e investimento.

A curva de juros também afeta o câmbio e a formação de preços agrícolas. Uma melhora no ambiente doméstico pode reduzir a pressão sobre o dólar, enquanto uma piora política ou fiscal tende a elevar o prêmio de risco. Para exportadores, o câmbio influencia a receita em reais; para produtores, altera o custo de fertilizantes, defensivos, máquinas e combustíveis importados.

Dados e contexto

O Boletim Focus do Banco Central manteve em 13,25% ao ano a projeção para a Selic no fim de 2026. A taxa básica estava em 13,75% ao ano, segundo as projeções divulgadas no período.[2][3]

A previsão para o IPCA de 2026 subiu de 5,01% para 5,22%, enquanto a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto caiu para 1,85% em uma das divulgações do levantamento.[3][7]

IndicadorProjeção de mercado
Selic no fim de 202613,25% ao ano
IPCA de 20265,22%
PIB de 20261,85%
Selic de 202712,00%

O mercado projetava dois cortes de 0,25 ponto percentual na Selic até o fim do ano, nas reuniões de novembro e dezembro. A inflação ainda acima da meta e a disputa eleitoral limitavam, porém, a convicção sobre o ritmo de flexibilização monetária.[3][6]

O que observar daqui para frente

Produtores e empresas do agro devem acompanhar a divulgação de pesquisas eleitorais, o resultado do segundo turno, as medidas fiscais e os próximos dados de inflação. A queda dos juros futuros pode abrir espaço para renegociação de dívidas e captação, mas a oportunidade depende da confirmação de uma trajetória sustentável para a Selic. No curto prazo, câmbio, petróleo e Treasuries continuam como fontes de volatilidade.

Fontes

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