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Soja fecha outubro em queda no Brasil com pressão de Chicago

Preços recuaram nas principais praças brasileiras em outubro, pressionados pela queda em Chicago e pelo menor ritmo de negócios no mercado físico.

01 de novembro de 2026 3 min de leitura
Soja fecha outubro em queda no Brasil com pressão de Chicago

Os preços da soja recuaram nas principais praças brasileiras em outubro. A queda ocorreu em meio à desvalorização dos contratos na Bolsa de Chicago e ao menor ritmo de negócios no mercado físico. O avanço do dólar no fim do mês limitou parte das perdas internas.

O que aconteceu

Em Passo Fundo (RS), a saca de 60 quilos passou de R$ 155,50 no início de outubro para R$ 153,00 no encerramento do mês. Em Cascavel (PR), a cotação caiu de R$ 150,50 para R$ 149,00.

A maior retração entre os mercados acompanhados ocorreu em Rondonópolis (MT), onde o preço recuou de R$ 148,00 para R$ 141,00 por saca. No porto de Paranaguá (PR), o indicador baixou de R$ 161,50 para R$ 160,00.

Na Bolsa de Chicago, os contratos de soja com vencimento em janeiro, os mais negociados, acumularam queda de 6,05% em outubro e encerraram o mês a US$ 12,30 por bushel. A evolução da colheita nos Estados Unidos, com expectativa de produção elevada, aumentou a oferta disponível no mercado internacional.

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Por que importa para o agro

A queda reduz a receita potencial do produtor que ainda mantém soja armazenada ou precisa definir o momento da comercialização. O impacto é maior em regiões com fretes elevados, basis menos favorável ou necessidade de liberar espaço para a nova safra.

O mercado físico também perdeu liquidez porque muitos produtores concentraram esforços no plantio da próxima temporada. Com menos vendedores ativos, os negócios ficaram mais seletivos. A valorização do dólar ajudou a sustentar as cotações em reais, mas não eliminou a pressão externa.

Dados e contexto

MercadoInício de outubroFim de outubroVariação
Passo Fundo (RS)R$ 155,50R$ 153,00-R$ 2,50
Cascavel (PR)R$ 150,50R$ 149,00-R$ 1,50
Rondonópolis (MT)R$ 148,00R$ 141,00-R$ 7,00
Paranaguá (PR)R$ 161,50R$ 160,00-R$ 1,50

A Conab estima produção de 181,6 milhões de toneladas de soja na safra 2026/27, alta de 0,7% sobre a temporada anterior. A área plantada deve alcançar 49,3 milhões de hectares, crescimento de 1,4%.[8]

A companhia projeta exportações de 117,97 milhões de toneladas de soja em grão e embarques de 27,1 milhões de toneladas de farelo. A demanda doméstica tende a permanecer aquecida pelo biodiesel e pelo consumo de proteína animal.[8]

O USDA mantém previsão ainda maior para a produção brasileira de 2026/27: 184 milhões de toneladas, com esmagamento estimado em 65 milhões de toneladas. O órgão também aponta custos mais altos com fertilizantes e defensivos como fator de pressão sobre as margens.[2][3]

O que observar daqui para frente

O produtor deve acompanhar simultaneamente Chicago, dólar, prêmios de exportação, ritmo de compra da China e condições climáticas no Brasil. A oferta elevada pode limitar altas, mas a demanda doméstica, o esmagamento e o biodiesel oferecem suporte. A comercialização escalonada reduz o risco de concentrar vendas em um único momento de preço.

Fontes

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